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4.11.2010

Bye, bye, São Luís...



Sempre pensei em como seria o dia em que sairia de casa. Achava que seria após o casamento, mas foi outro tipo de compromisso que me tirou do lar: o trabalho. E não foi só de casa que saí... Foi do Estado.
Em comitiva, família, amigos e o noivo me acompanharam até o aeroporto. Foi um trajeto difícil. Aquelas ruas tão familiares me levavam agora a um mundo de incertezas, de mãos dadas comigo, assim como as pessoas queridas à minha volta.
Ver aqueles que sempre lutaram por mim e comigo com os olhos vermelhos e marejados, me fragilizou deveras. Queria dizer: "tudo bem, a gente se prepara a vida inteira para esse momento natural". Mas eu não estava preparada.
E como uma criança perdida em praia num dia de domingo, eu chorei desesperadamente.
Mais tarde, sozinha, ao voar sobre a noite de minha velha e boa cidade, constatei a beleza daquele mapa luminoso e parti rumo ao desconhecido. Sou uma folha em branco novamente.

5.15.2008

Nas asas do vento

Nas ondas do mar

Ela molha os pés

Com a brisa da praia

Ela vai ao céu

Navegando à deriva

Sozinha segue seu caminho

Viajando sem rumo na vida

Aonde vai chegar?

Aonde vai chegar?

Talvez chegue nas asas do vento

Ao meu pensamento

Talvez viaje o mundo

E quem sabe sem

Nunca chegar

A algum lugar

Que a leve pra longe do tempo

E encontre um alento

Que possa fazê-la parar

De caminhar...

5.15.2007

PONTO DE VISTA


A vida é uma viagem e você tá sempre correndo de um lugar para o outro. Algumas vezes se perde, outras acaba se encontrando de vez. O problema é quando você passa tão rápido que não enxerga as placas de sinalização e aí termina dentro do 1º burado do asfalto. Ou quando a vegetação tá muito alta na beira da estrada e, por isso, você distorce as poucas coisas que consegue ver através dela.


Quando o dia tá claro, a viagem é agradável e dá até pra sentir o perfume das flores que a gente encontra no caminho. Mas quando chove e escurece, dependendo da velocidade em que você viaja, e das condições da estrada, pode ser que você fique preso na lama, atolado.


Foi preciso pegar a estrada para ver como a vida é, como as coisas são.


Ainda tem muita cidade pra conhecer e alguns buracos pra desviar. Ou cair...


Tomara que eles não sejam fundos demais.