4.11.2006

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Ele queria que ela fosse igual a ele. Ela tentou. Ele não gostou do que viu. Pra que desenhar metáforas, se as antíteses são o que lhes restam? Seus braços estão cansados de remar em vão (os dele ou os dela?). Alguém bate à porta. É hora de sair. É tempo de se deixar ir, dar voltas ao redor de si mesmo. O que há pra se descobrir? Ele queria se perder. Ela queria se encontrar. Duas crianças sem rumo. E acabaram ambos num silêncio de qualquer instante perdido. O vento ainda sustenta alguma melodia sussurrada. Até quando?
"E mais: não só inalcançável por ele mas por ela própria e pelo mundo. Ela vivia de um estreitamento no peito: a vida." (Clarice Lispector - Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres)

Um comentário:

C G M disse...

estreito e raso esse maldito nó